terça-feira, 31 de agosto de 2010

2º Encontro do Curso de Formação de Educadores Ambientais

O Curso de Formação de Educadores Ambientais é ofertado ao municípios do Estado do Ceará pelo Conselho de Politicas e Gestão do Meio Ambiente – CONPAM. Tem como principal objetivo capacitar os professores das escolas municipais sobre temas referentes ao Meio Ambiente, para que os mesmos multipliquem o conhecimento adquirido para seus alunos. A turma é composta por quarenta e cinco pessoas, sendo dois representantes de cada escola municipal. O material didático é formado por cinco módulos, sendo: 1- Educação Ambiental, 2- Sociedade, Cultura e Natureza Ética e Cidadania, 3- Saneamento Ambiental e Infraestrutura, 4- Legislação e Gestão Ambiental, 5- Mudanças Climáticas e Ambientais.


Neste segundo encontro, foi abordado o módulo III Saneamento Ambiental, o ministrante foi o Sr. José Bezerra de Sousa Júnior que tem formação acadêmica na área e é o articulador da Agenda 21 do Estado. Contamos com a presença de trinta e oito alunos, iniciamos às 13:30h com as palavras do Prefeito Jonas Muniz e encerramos as 17:00h. O ministrante abordou os quatro eixos do saneamento ambiental: água, lixo, escoamento e saúde. Foi apresentado vídeos, slide, fotos.
Na oportunidade explanei sobre os principais projetos da Secretaria do Meio Ambiente que acompanho e estão em andamento, tais como: Pela Vida, Pelo verde (distribuição de mudas aos recém-nascidos), Pega Pilhas (recolhimento de pilhas e baterias) e Oficina de Papel Reciclado, neste ultimo elaboramos um calendário onde foi estabelecido o desafio de aplicarmos a oficina de papel em dez escolas municipais ate o final do ano.
Todos gostaram muito da experiencia, o José Bezerra possui um conhecimento vasto e uma facilidade imensa de transmiti-lo. Restam ainda dois encontros para a conclusão do curso, onde os cursantes terão como tarefa de conclusão a elaboração de um projeto a ser aplicado em sua escola.

REUNIÃO COM OS COORDENADORES AMBIENTAIS ESCOLARES SOBRE O PLANO DE AÇÃO PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO SEGUNDO SEMESTRE LETIVO

A Coordenação do Programa de Educação Ambiental juntos as Escolas Públicas do Município de Cruz esteve reunida durante a manhã do dia 24 de agosto do ano em curso com os coordenadores de meio ambiente das escolas para traçar o plano de ação para a educação ambiental no segundo semestre letivo. Estiverem presentes no encontro os Secretários de Meio Ambiente, Educação, Secretária de Cultura do Município e representante da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos de Sobral – COGERH.
A abertura do encontro deu-se inicio com a composição da mesa pelas autoridades presentes e com o uso da palavra destacaram o momento em que as escolas do Município recebiam o material informativo sobre o Meio Ambiente através da Cartilha Conhecendo o Meio Ambiente do Meu Município, Cruz /Ce e das cartilhas educativas que abordam sobre as bacias hidrográficas dos rios Acaraú e Coreaú, bacias estas em que o Município de Cruz está inserido e que deve servir de material didático para ser trabalhado junto aos alunos para melhor conhecerem sobre estas duas bacias e a informação que as escolas passarão a ter sobre o meio ambiente local, através da cartilha lançada, destacaram as autoridades em suas falas.
Em seguida as técnicas das Secretarias de Educação e Meio Ambiente apresentaram a pauta do encontro lembrando que todas as escolas Municipais ali presentes, bem como seus anexos receberam os exemplares das cartilhas sobre as bacias hidrográficas dos rios Acaraú e Coreaú e a Cartilha Conhecendo o Meio Ambiente do Município de Cruz, material este que servirá de subsídio nos planejamentos dos professores para abordarem sobre o conhecimento do meio ambiente local com a finalidade de conhecer para melhor preservar. A idealizadora da Cartilha fez uma apresentação do material para os coordenadores presentes e como reconhecimento pela elaboração do trabalho o secretário de Meio Ambiente, Marcelo Brandão entregou a educadora ambiental, Maria José, uma medalha dos 25 anos de emancipação política do Município de Cruz, ano este em que foi lançada a cartilha supra citada. As autoridades presentes receberam também alguns exemplares do material que foi entregue para as escolas como reconhecimento das suas participações no encontro.
A Senhora Kamylle Prado representando a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos – COGERH de Sobral palestrou sobre a importância dos Recursos Hídricos e suas Bacias Hidrográficas, destacando o papel que os Comitês de Bacias tem junto a gestão das águas e destacou o material das cartilhas educativas que abordam as bacias dos rios Acaraú e Coreaú e que as escolas terão a oportunidade de trabalhar com os alunos. Por fim, falou do papel da COGERH no gerenciamento dos Recursos Hídricos no Estado do Ceará.
Tivemos um intervalo para um lanche e na seqüência foi apresentado o plano de ação da educação ambiental para as escolas trabalharem no segundo semestre letivo destacando a atualização das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida – COM – VIDA que as escolas deverão atualizar a partir do mês de setembro, indicador este que será avaliado para o Selo Unicef. O Secretário de educação, Raimundo Otávio em sua fala lembrou que as ações para a educação ambiental serão uma continuidade do plano de ação do primeiro semestre letivo e que para isso as escolas deverão acompanhar de melhor forma para que estas sejam dadas seqüência, destacou as hortas nas escolas também como prioridade, assim como as COM – VIDAS.
A educadora ambiental, Maria José destacou a importância das COM - VIDAS para as escolas como pré – requisito para a inscrição no Selo Escola Verde, certificação ambiental para as escolas do Município de Cruz a partir do ano de 2011.
A tarde foi colocado em prática umas das ações do plano para a educação ambiental no segundo semestre como a formação dos educadores ambientais ministrado pelo CONPAM na pessoa do José Bezerra de Sousa Júnior.
Segue em anexo: o plano de ação para o segundo semestre para a educação ambiental; pauta do encontro; lista de freqüência dos participantes; texto que fala sobre as COM – VIDAS nas Escolas; Relação das escolas e seus anexos que receberam as cartilhas sobre o meio ambiente do Município de Cruz e a cartilha educativa das bacias hidrográficas dos rios Acaraú e Coreaú.
Encerramos com um almoço de confraternização para os participantes.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Cruz participa do I ENCONTRO DE PREFEITOS DOS MUNICÍPIOS DA ORLA MARÍTIMA DO CEARÁ

O encontro contará com a presença dos Prefeitos (as), Presidentes dos COMDEMAs, Assessores Técnicos indicados como responsáveis pelo PROJETO ORLA / CERTIFICAÇÃO PRAIA LIMPA, no Município. A Orla marítima do Ceará é composta por 20 municípios cearenses que possuem orla em seus territórios, a saber: Icapuí, Aracati, Beberibe, Cascavel, Fortim, Aquiraz, Fortaleza, Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Paracuru, Paraipaba, Trairí, Itapipoca, Amontada, Itarema, Acaraú, Cruz, Jijoca de Jericoacoara, Camocim e Barroquinha, sendo que destes, já foram elaborados o Plano de Gestão Integrada para o município de Beberibe, Icapuí e Fortaleza.


A Coordenação do Projeto ORLA/CE, constituída pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente - CONPAM e Superintendência do Patrimônio da União no Ceará – SPU / CE, organizadores do evento a ser realizado no dia 03 de agosto, no Condomínio Espiritual Uirapuru - CEU, Av. Alberto Craveiro, 222, Bairro - Castelão, Fortaleza /Ce, quando serão tratadas questões relacionadas à adesão e participação do Município no PROJETO ORLA e na CERTIFICAÇÃO PRAIA LIMPA, criada pela Lei nº. 13.892/07, com o objetivo de incentivar as municipalidades para a adoção de medidas efetivas de proteção das praias e aplicabilidade dos
instrumentos da política do meio ambiente de forma a garantir a proteção, conservação e restauração do patrimônio natural.
O Projeto Orla, é uma iniciativa inovadora do Ministério do Meio Ambiente - MMA, em parceria com a Secretaria do Patrimônio da União - SPU, que busca contribuir, em escala nacional, para aplicação de diretrizes gerais de disciplinamento de uso e ocupação da orla marítima. Este projeto vem ao encontro dos objetivos do Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro - GERCO, através do fortalecimento de iniciativas voltadas ao ordenamento da faixa costeira do estado. O projeto visa compatibilizar a política ambiental e patrimonial do governo federal no trato dos espaços litorâneos e descentralizar a gestão da orla marítima através de processo de capacitação de gestores locais para elaboração e implementação de Planos de Intervenção nessas áreas. Tem como objetivo o fortalecimento da capacidade de atuação e a articulação de diferentes atores do setor público e privado na gestão integrada da orla; o desenvolvimento de mecanismos institucionais de mobilização social para sua gestão integrada e o estímulo de atividades sócio-econômicas compatíveis com o desenvolvimento sustentável das áreas litorâneas.
A estratégia de descentralização das políticas públicas visando repassar atribuições de gestão da orla, atualmente do governo federal para a esfera do município, amplia a capacidade de gestão ambiental do município e estimula a gestão compartilhada da região costeira e a resolução de conflitos.
A Coordenação Estadual do Projeto no Ceará é exercida conjuntamente pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente - CONPAM e a Gerência do Patrimônio da União-GRPU. Com a função de apoiar a Coordenação Estadual na implementação das ações do Projeto Orla, deverá ser formalizado por Ato normativo estadual, a Comissão Técnica Estadual - CTE formada pelas Secretarias Estaduais afins e representantes de Instituições das demais esferas Governamentais, bem como da sociedade Civil.
O Centro de Informação e Documentação Ambiental do Município de Cruz localizado na Biblioteca Pública Municipal Dra. Maria Inês de Farias recebeu na manhã de Quinta – Feira, dia 29 de julho, os Secretários de Meio Ambiente dos Municípios de Cruz, Acaraú, Jijoca de Jericoacoara, Itarema, Marco e Morrinhos para o II Encontro do Fórum Ambiental do Baixo Acaraú – FABA.
O encontro tem como objetivo o fortalecimento das Políticas Públicas Municipais de Meio Ambiente. Na abertura do encontro foi apresentado pelos técnicos da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente do Município de Cruz as Cartilhas: Conhecendo o Meio Ambiente do Meu Município, Cruz / Ce; Naná e Dudu, Cuidando da bacia do Coreaú; Gugu e Juju, cuidando do Acaraú, material este que será trabalhado com as Escolas Públicas Municipais como fonte de pesquisa sobre o meio ambiente local, conhecer para preservar. As discussões sobre a legitimidade do fórum ambiental do Baixo Acaraú, o Viveiro Regional de Mudas e outras informações ambientais fizeram parte das discussões da pauta.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Campanha: Pela Vida, Pelo Verde


Na Semana do Meio Ambiente do Município de Cruz, a Secretaria de Turismo e Meio Ambiente lançou a Campanha: “Pela Vida, Pelo verde”, onde cada recém-nascido do Hospital Dona Maria Muniz, no momento da alta recebeu uma muda de árvore nativa: acerola, tamarindo, aroeira, ipê – roxo e cedro. As mudas são acondicionadas em vasos de garrafa PET produzidos pelos pacientes do Centro de Apoio Psico Social – CAPS através de oficinas, e são entregues junto com um panfleto onde contém as orientações necessárias para o plantio e manejo da muda, além de informações sobre a campanha. A Campanha foi um sucesso, a Coordenação do Hospital selecionou profissionais que colaboraram com a ação e as famílias aceitaram a receber as mudas, dando prioridade as frutíferas. Baseando-se nesta experiência, almejamos que esta doação de mudas nativas se torne permanente.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Test-drive elétrico

Baixo custo, zero de emissão de poluentes, sem ruídos e versatilidade no trânsito: o futuro pertence aos compactos elétricos. A Coelce trouxe dois, um para pesquisas e outro para deslocamento de funcionários em atendimento a grandes clientes. No caminho para o test-drive do primeiro carro elétrico a chegar ao Brasil pensei: estamos vivenciando um momento histórico. Em poucos anos o motor a combustão, que dominou a indústria durante um século, vai acabar, gradativamente. Enquanto isso não acontece, os carros híbridos (que tem motor a combustão e elétrico ao mesmo tempo) já fazem sucesso nos Estados Unidos, Japão e Europa. Por enquanto os exclusivamente elétricos ainda não estão à venda em grandes volumes, pois pesquisas estão sendo desenvolvidas para que a questão da autonomia seja melhor resolvida, para que os condutores possam trafegar em distâncias maiores que 100 quilômetros. A questão da duração de recarga das baterias também é outro ponto crucial: hoje para carregar totalmente uma bateria de carro são necessárias, no mínimo, oito horas. Mas ao ver o Reva, todo esse pensamento se desfez e a emoção tomou conta. O carro é pequeno, compacto, parece até de brinquedo. Ele é menor que o Smart for two e me fez lembrar de outro indiano, o Nano, o mais barato do mundo (custa US$ 2 mil dólares). Seu tamanho: 2,63 m de comprimento - 7 cm a menos que o Smart -, 1,32 m de largura e 1,51 cm de altura. Seu interior é básico, não tem requinte, mas em seus bancos de couro podem ir confortavelmente dois adultos. No banco traseiro cabem duas crianças, ou um adulto, desde que se acomode de lado. E é lá, embaixo do banco traseiro, que está o segredo do Reva: suas baterias recarregáveis, que representam uma revolução na forma de se relacionar com um veículo no mundo. Ar-condicionado, direção hidráulica e travas elétricas fazem parte do carro de série. Ele não tem vidro elétrico. Quanto ao câmbio, outra surpresa boa. Ele é automático, e não tem manoplas para mudança de marcha e sim um botão giratório, localizado no lado esquerdo do volante. São quatro opções: N (Neutro), R (Ré), F (uma marcha mais lenta) e a B (marcha com mais força de arranque). Dois pedais: freio e acelerador. A posição de dirigir é boa, com ampla visibilidade na frente e atrás. Seus pneus têm aro 13. Versátil A chave na ignição é comum, mas ao virá-la outra surpresa: nenhum ruído no motor, o que dá a impressão de que o carro não está ligado. Ligo também o ar-condicionado e aí sim, o barulho das saídas de ventilação invade a cabine. Engato a marcha e saio. Versátil, sinto a falta de potência, mas nem assim a experiência de dirigi-lo deixa de ser gratificante. Por causa de seu tamanho e baixo peso (600 quilos, sendo 220 kg só de baterias), é esperto no trânsito e não atrapalha a fluidez normal nas ruas. Nas retas sua velocidade desenvolve bem. Já nas curvas seu tamanho não transmite uma sensação de segurança em velocidades acima de 60 km/h. Mas abaixo delas, tudo ok. A primeira impressão ao pisar o freio difere do normal. É preciso mais pressão no pedal. Impressiona a facilidade de manobrar e o esterçamento do volante. Sem contar que para estacionar é uma moleza. Pode chegar a velocidade máxima de 80 km, num motor equivalente a 8 cv de potência. Pesquisas O responsável por nos apresentar a pequena jóia foi Odailton Silva de Arruda, que faz parte do setor de Inovação, Pesquisa &Desenvolvimento e Eficiência Energética da Coelce. Ele convive com o Reva a 20 dias. "Seu conceito é diferente, é ágil no trânsito e sua mobilidade dá destaque no trânsito", garante. Segundo o especialista, a intensão é estudar seu desempenho para, num futuro próximo, viabilizar pontos de carregamento específicos em postos de gasolina, com energia pré-paga. "Acredito que, dependendo da autorização da Aneel, em 2010 já funcionem unidades piloto". Por enquanto o carregamento é feito em um ponto localizado em estacionamento dentro da Coelce. Sua bateria de lítio tem garantia de fábrica de oito anos, desde que seguidas as orientações para carregamento inicial e recarregamento. No manual a observação: não se pode deixar a bateria ficar totalmente sem carga. Outro detalhe, é preciso colocar regularmente água destilada na bateria, e uma luz no painel indica a necessidade. A recarga é feita em qualquer tomada de 15 amperes e um adaptador faz com que o carro possa ser recarregado em tomadas de 127 v ou 220 v. Durabilidade A vida útil da bateria é de 3 a 5 anos ou 600 ciclos de carga, o equivalente a cerca de 50 mil km. Em duas horas e meia, 80% de suas baterias já estão recarregadas. A garantia total do carro e de suas peças é de um ano. O carro elétrico é a resposta da indústria automotiva para os ecologistas, que apontavam os carros como os principais vilões do aquecimento global. Agora o meio ambiente não sofrerá tanto com as emissões poluentes.ANDRÉ MARINHO EDITORO NÚMERO 7 vezes mais econômico que um motor a combustão, as baterias têm a capacidade de carga rápida de 3 horas, para uma autonomia de 60 kmFICHA TÉCNICA Motor: Elétrico Potência: 47 watts (8 cv) Consumo: 6,5 km/kwatt/h (1 kwatt/h custa 0,40 centavos) Autonomia: 80 km Velocidade máxima: 80 km/h Preço: US$ 12 mil (+ imposto de importação de 35%)= US$ 16.200,00 Fonte: Coelce


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ceará discute sobre e-waste

O Instituto Ideias-CE promoveu debate sobre o moderno dilema de o que fazer com os resíduos eletrônicosA cada dia que passa, novas tecnologias chegam ao mercado. softwares exigem computadores mais potentes da mesma forma que os telefones celulares agregam mais e mais funções. As necessidades reais, aliadas àquelas intangíveis, de cunho estético ou de status, aceleram o processo de descartabilidade desses equipamentos, gerando um tipo específico de resíduo ainda mais danoso ao ambiente que o doméstico: o lixo tecnológico ou e-waste (de eletronic waste). Aí surgem questionamentos ainda sem respostas precisas, como o que fazer com os equipamentos antigos? Qual o a destinação mais apropriada para evitar danos ambientais?Com o objetivo foi identificar estratégias de gestão desses resíduos e fomentar novas oportunidades de negócios no emergente setor, foi realizado, até ontem, em Fortaleza o 1º Seminário Estadual de Gestão de Resíduos Tecnológicos, no auditório do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A iniciativa foi do Instituto de Desenvolvimento Integrado para Ações Sociais do Ceará (Ideias-CE), com patrocínio do BNB.O Seminário — que contou com o apoio da Fundação Apolônio Salles (Fadurpe-CE) e da Plataforma Regional de Resíduos Eletrônicos da América Latina e do Caribe (Relac), com sede no Chile — foi pensado no sentido de sensibilizar o governo nas três esferas, o setor produtivo, as organizações não-governamentais (ONGs) e o meio acadêmico da necessidade de gerir o lixo eletrônico de forma sustentável e também de estimular a criação de um grupo de trabalho que pense soluções adequadas.A programação incluiu oficinas, palestras e mesas redondas sobre a reciclagem de computadores para geração de emprego e renda, os impactos ambientais do lixo tecnológico e os programas de recondicionamento de computadores para inclusão social.O Seminário se alinhou à proposta de trabalho do Instituto Ideias, que visa criar um cenário mais favorável ao desenvolvimento do mercado de reaproveitamento de materiais. Entidade privada, sem fins lucrativos, fundada em 2001, no Espírito Santo, o Instituto tem como compromisso estabelecer parcerias com instituições públicas e privadas para implementar programas e projetos que promovam o desenvolvimento integrado — social, urbano e ambiental —, de forma sustentável. Há pouco mais de um ano, o Instituto vem ampliando sua atuação no Ceará.CE-WasteO Seminário realizado em Fortaleza teve como base o Projeto CE-Waste, desenvolvido por Jeroen Ijgosse, consultor em resíduos sólidos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Européia. A pesquisa buscou mapear o ciclo dos resíduos tecnológicos no Ceará para propor estratégias sustentáveis ao Estado. Durante o evento, Ijgosse apresentou os resultados preliminares do estudo.Segundo ele, o mapeamento da pesquisa deu início a um processo que continua com a sensibilização / articulação dos diversos atores envolvidos, para a formação de um grupo de trabalho e o desenvolvimento de ações conjuntas.“Ainda não temos todas as respostas, mas já sabemos que os maiores geradores são os órgãos públicos e empresas privadas, que, ao fim da vida útil dos equipamentos, promovem leilões ou doações. Mas a parte ambiental ainda não faz parte dessa equação. Quem fica responsável depois? Os equipamentos serão reutilizados ou reciclados?”, questiona.Com um crescimento estimado de 5% na aquisição de computadores e telefones celulares, a produção de lixo eletrônico só tende a aumentar.“A utilização desses equipamentos para fins sociais ainda é uma gota no oceano se considerarmos o volume de geração”, constata.Segundo suas informações, apenas placas eletrônicas, discos rígidos e fontes entram no mercado da reciclagem em Fortaleza, num volume ainda muito pequeno.O projeto — intitulado Projeto Ce-Waste: “Estabelecer uma estratégia para a gestão de resíduos tecnológicos no Estado do Ceará” — vem sendo desenvolvido desde agosto de 2008 com o apoio do BNB e da Fadurpe-CE.Ele visa diagnosticar a situação dos resíduos tecnológicos no Estado do Ceará usando uma metodologia que pode servir de aprendizado para a construção de soluções tanto pelos municípios quanto pelas demais instituições envolvidas. RESÍDUOS SÓLIDOSSindiverde realiza Mostra de ReciclagemEstima-se que, no Brasil, é reciclado apenas 12% do lixo que poderia ter tal aproveitamento. Em aterros sanitários, lixões, ruas, rios, riachos, lagoas o acúmulo de resíduos sólidos polui o ambiente. No Ceará não é diferente. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Domésticos e Industriais do Estado do Ceará (Sindiverde), Marcos Augusto Albuquerque, apenas 84 indústrias trabalham com reciclagem em Fortaleza.Ainda segundo ele, apenas alguns materiais, como plásticos, papéis e metais (principalmente os ferrosos) são reciclados no Estado. Vidros, alguns metais e pneus vão para outros estados e há materiais, como as embalagens tetrapack, que mesmo havendo uma indústria recicladora no País, não têm tal destino pela relação volume/preço não compensar financeiramente a operação.Albuquerque explica, numa estimativa geral, uma pessoa gera, em média, 800 gramas de lixo diariamente. Considerando que aproximadamente 40% é reciclável, e apenas 12% desse percentual é efetivamente destinado à reciclagem, dá para fazer uma projeção para a população de Fortaleza, com 2,5 milhões de habitantes, o que significaria duas mil toneladas diárias / 60 mil toneladas mensais, 24 mil toneladas seriam recicláveis e 2.880 toneladas efetivamente recicladas.Considerando dados como esses, o Sindiverde e o Instituto de Desenvolvimento Industrial (Indi), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) realizaram, na semana passada, no Centro de Negócios do Sebrae, a Mostra de Reciclagem e Meio Ambiente.Painéis sobre coleta seletiva, legislação ambiental, gestão de resíduos, e apresentação de casos situaram os participantes a respeito das atividades do setor no Estado. Também foi lançada a Feira de Reciclagem e Preservação do Meio Ambiente (Recicla Nordeste 2010).“Queremos que mais empresas cearenses consigam crescer no âmbito da reciclagem. Pretendemos mostrar, mediante experiências de grandes empresas, que as indústrias ganham com a preservação do meio ambiente. Temos um potencial muito grande a crescer”, disse Albuquerque.O presidente do Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), Francisco de Assis Esmeraldo, falou sobre soluções socioambientais para os plásticos pós-consumo. Também participaram Francisco Humberto Carvalho Junior, diretor Agencia Reguladora de Fortaleza (Arfor); Aloísio Pereira Neto, presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/CE e do Instituto Brasileiro de Advocacia Ambiental e Empresarial (Ibrae); e Edson Freitas, presidente da Associação dos Recicladores do Estado do Rio de Janeiro (Arerj). Mais informações:http://www.institutoideiasce.com.br/http://www.ce-waste.net/
Maristela CrispimRepórterO QUE ELES PENSAMDiferentes atores reunidos por uma solução“O nosso trabalho, a reutilização de resíduos tecnológicos com fins pedagógicos - montar, desmontar e formar -, é um dos elos da cadeia. Temos um projeto, com a Secult, para o aproveitamento de computadores usados em caça-níqueis apreendidos para utilização em bibliotecas. Se não se consegue resolver o problema do lixo doméstico, imagine do lixo tecnológico. Mas precisamos de políticas públicas para isso.” Andréa SaraivaCoord. do Ceará em Foco“É fabulosa essa iniciativa de chamar todos os setores para dialogar, pois, mesmo em São Paulo, vemos ações pontuais, como no recente mutirão de resíduos tecnológicos, sem estímulo do governo. O resto do computador não é diferente do resto do sofá, da cozinha. Cabe ao poder público delinear, finalmente, a Política de Resíduos Sólidos. Essa indefinição faz a iniciativa privada ‘sambar miudinho’. Stefano LanzaGer. do Tech. Conservation Group“Hoje não existe, na Política de Resíduos Sólidos, nada em relação a resíduos tecnológicos. Devemos desenvolver uma política específica. Quem produz tem que dar destino. Mas, se isso não ocorre, tem que se estudar uma saída. Primeiro estamos tentando resolver a questão dos resíduos domiciliares, o que não significa que não haja abertura para o tecnológico. Essa é uma obrigação do município. O Estado apoia”. Paulo César AbreuCélula de Res. Sól. Sec das Cidades