segunda-feira, 8 de junho de 2009

Defesa Civil entrega lista de municípios

Defesa Civil estadual busca articular com a União agilidade para a liberação de verbas em caráter emergencial

Fortaleza. O coordenador da Defesa Civil estadual, coronel João Vasconcelos, esteve, ontem pela manhã, na Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), em Brasília, para entregar a documentação dos municípios mais atingidos pelas chuvas no Ceará. O prazo para o envio da Notificação Preliminar de Desastres (Nopred), do Relatório de Avaliação de Danos (Avadan) e do plano de trabalho para utilização dos recursos terminou na última sexta-feira. Na ocasião, também foi encaminhado o Plano de Trabalho Estadual para a União.

No total, 121 municípios que decretaram emergência no Estado encaminharam a documentação dentro do prazo estabelecido. Juntas, as cidades atingidas devem receber um montante de R$ 88 milhões, que serão liberados pelos governos Federal (R$ 80 milhões) e Estadual (R$ 8 milhões) diretamente para as prefeituras.

Os municípios cearenses contemplados devem utilizar os recursos emergenciais para obras de infra-estrutura, como recuperação de estradas e prédios públicos, além de construção de casas destruídas pelas águas das chuvas.

Por telefone, o coordenador da Defesa Civil disse que, durante a entrega da documentação, iria discutir o andamento dos processos. O objetivo é tentar agilizar o envio dos recursos para as cidades atingidas pelas enchentes.

Rigor no repasse

A decretação da situação de emergência nos municípios cearenses atingidos pelas cheias não depende apenas da quantidade de chuva que caiu nessas regiões. A afirmação é do coronel Leandro Nogueira, coordenador executivo adjunto da Defesa Civil do Estado, que disse ainda que o recebimento de recursos emergenciais depende de vários outros aspectos a serem detalhados pela documentação enviada à Defesa Civil estadual.

“Para que o município possa decretar a situação de emergência, é preciso levar em conta aspectos como danos materiais e humanos causados pela chuva, prejuízos ao funcionamento de serviço essenciais como Saúde e Educação, entre outros. Os estragos por enchente dependem não apenas da quantidade de água que caiu, mas da dinâmica da chuva: se as precipitações atingem áreas com grande concentração de pessoas, se caem com muita intensidade em locais como estradas ou zonas urbanas”, explica o coronel Leandro Nogueira. Quando o município decreta situação de emergência e este é aceito pela Defesa Civil, ele fica autorizado a fazer contratos sem licitações. O decreto também viabiliza a liberação de recursos para agilizar a recuperação dos estragos.

Ele garante que os municípios a serem contemplados por recursos e autorização de contratos emergenciais passam por uma avaliação rigorosa tanto pela Defesa Civil do Estado quanto pela Sedec, para que eles possam ter direito a todas essas prerrogativas.

“Nós fazemos uma análise rigorosa da documentação enviada pelas prefeituras. Além disso, o Governo Federal fiscaliza como os recursos estão sendo aplicados. Anexo ao processo para decretar emergência, é preciso enviar uma série de provas documentais, como fotografias e vídeos das áreas atingidas, matérias realizadas pela imprensa, localização por GPS, nome dos proprietários de imóveis destruídos pela enchente. Tudo é feito com muito rigor”, complementa.

Durante a reunião ocorrida no último dia 26 de maio com prefeitos cearenses de municípios atingidos, o governador Cid Gomes já havia alertado os gestores municipais que haveria um acompanhamento rigoroso da utilização da verba emergencial.

FIQUE POR DENTRO

Boletim da Defesa Civil registra 89 municípios

A Defesa Civil só divulgará os 121 municípios depois da avaliação da Sedec. Até o fechamento desta edição, o órgão listava 89: Acaraú, Acopiara, Alto Santo, Amontada, Aracati, Aratuba, Apuiarés, Barbalha, Barroquinha, Beberibe, Bela Cruz, Boa Viagem, Chaval, Canindé, Capistrano, Cascavel, Cariré, Caridade, Cedro, Choró, Chorozinho, Coreaú, Crateús, Cruz, Ererê, Frecheirinha, Granja, General Sampaio, Ibaretama, Ibiapina, Ibicuitinga, Icó, Iguatu, Ipu, Iracema, Irauçuba, Itaiçaba, Itapajé, Itapiúna, Itapipoca, Itarema, Itatira, Jaguaretama, Jaguaribe, Jaguaruana, Limoeiro do Norte, Madalena, Mombaça, Marco, Massapê, Meruoca, Milhã, Miraíma, Morada Nova, Moraújo, Morrinhos, Novo Oriente, Nova Russas, Ocara, Pacoti, Pacujá, Palhano, Palmácia, Paramoti, Pentecoste, Piquet Carneiro, Potiretama, Quixelô, Quixeramobim, Quixeré, Redenção, Reriutaba, Russas, São Gonçalo do Amarante, São João do Jaguaribe, São Luiz do Curu, Santana do Acaraú, Santana do Cariri, Santa Quitéria, Sobral, Tabuleiro do Norte, Tamboril, Tejuçuoca, Tianguá, Uruburetama, Ubajara, Uruoca, Varjota e Viçosa do Ceará.

Mais informações:

Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec)
Coronel João Vasconcelos
(85) 3101.4600
http://www.defesacivil.ce.gov.br

KAROLINE VIANA
Repórter

O ser humano deixa marcas

Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, no lugar de comemoração, reflexão e mudança de estilo de vida

Depois de amanhã é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, uma boa oportunidade para a promover uma reflexão sobre o papel de cada um em relação à garantia das condições de vida às gerações futuras. E você? Já parou para pensar que seu estilo de vida deixa marcas no meio ambiente que podem ser maiores ou menores, de acordo com suas escolhas? Quanto mais consumimos, maiores marcas deixamos no planeta.

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A expressão “pegada ecológica” é uma tradução do Inglês “ecological footprint” e refere-se, à quantidade de terra e água necessária para sustentar as gerações atuais, tendo em conta todos os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população. O termo foi primeiramente usado em 1992, pelo professora canadense William Rees, da University of British Columbia. Em 1995, Rees e o co-autor, Mathis Wackernagel, publicaram o livro “Our Ecological Footprint: Reducing Human Impact on the Earth”.

A “pegada ecológica” pode ser usada para medir e gerenciar o uso de recursos através da economia ou para explorar a sustentabilidade do estilo de vida de indivíduos, produtos e serviços, organizações, setores industriais, vizinhanças, cidades, regiões e nações.

Exatamente por estar relacionada aos padrões de consumo, a “pegada ecológica” de uma população tecnologicamente avançada é, em geral, maior do que a de uma população subdesenvolvida.

Para calcular as pegadas foi preciso estudar os vários tipos de territórios produtivos (agrícola, pastagens, oceanos, florestas, áreas construídas) e as diversas formas de consumo (alimentação, habitação, energia, bens e serviços, transporte e outros). As tecnologias usadas, os tamanhos das populações e outros dados, também entram nessa conta.

Cada tipo de consumo é convertido, por meio de tabelas específicas, em uma área medida em hectares. Além disso, é preciso incluir as áreas usadas para receber os detritos e resíduos gerados e reservar terra e água para a própria natureza, ou seja, para os animais, as plantas e os ecossistemas onde vivem, garantindo a manutenção da biodiversidade.

A “pegada ecológica” foi criada para ajudar-nos a perceber o quanto de recursos naturais utilizamos para sustentar o nosso estilo de vida, o que inclui a cidade e a casa onde moramos, os móveis que temos, as roupas que usamos, o transporte que utilizamos, aquilo que comemos, o que fazemos nas horas de lazer, os produtos que compramos.

Resumindo: a “pegada ecológica” de um país, uma cidade ou uma pessoa, corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados estilos de vida. Em outras palavras, é uma forma de traduzir, em hectares, a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza” , em média, para se sustentar.

O movimento das ecovilas constitui um exemplo de como reduzir a “pegada ecológica” de um indivíduo, família ou comunidade. Nele é possível integrar harmonicamente vida social, econômica e cultural a um padrão de vida sustentável em todos sentidos. Começando pelo tipo de materiais de construção, redefinição de padrões de consumo e o ato de compartilhar e cooperar com as pessoas ao redor, atitudes coletivas que podem diminuir muito o impacto individual.

Insustentável

Se todos no mundo adotassem o mesmo padrão de consumo das classes A e B brasileiras, seriam necessários três planetas Terra para repor os recursos naturais utilizados. Segundo o relatório Planeta Vivo, da Rede WWF, a população mundial já consome, em média, 25% a mais do que a Terra é capaz de repor.

No ano passado, a organização não-governamental (ONG) WWF-Brasil divulgou pesquisa, realizada em parceria com o Ibope, que reúne dados sobre os hábitos de consumo do brasileiro. O objetivo foi identificar tendências de comportamento e qualidade de consumo do nosso povo e os impactos que esses padrões geram sobre o meio ambiente e, também, identificar avanços para um consumo consciente da sociedade brasileira.

A pesquisa traz informações valiosas, inclusive para orientar as políticas públicas de transportes, tratamento de resíduos sólidos e energia, por exemplo.

Dados sobre o comportamento do brasileiro em casa com relação à destinação do lixo, uso de energia elétrica, água; além de hábitos de consumo em supermercados e alimentação; e tipo de domicílio, número de pessoas vivendo sob o mesmo teto, etc. são dicas importantes para o planejamento das cidades e dos modelos de produção e desenvolvimento adotados no País.

Irineu Tamaio, coordenador do Programa Educação para Sociedades Sustentáveis, do WWF-Brasil, explica que o País tem crédito ecológico, o que significa recursos suficientes para atender nossas demandas: “Entre países credores e devedores, estamos entre os credores. Mas, se 6 bilhões de habitantes consumissem como nós , precisaríamos de um planeta e mais um quarto, ou seja, de mais 25%”.

Ele acrescenta que a América do Sul, nos últimos 30 anos, foi o continente que mais degradou: “Se continuarmos neste ritmo, corremos um risco sério de entrar em colapso até 2040”. Neste sentido, a maior pegada do Brasil está no desmatamento e nas queimadas.

Como aspecto positivo da pesquisa, divulgada no ano passado com dados até 2005, Tamaio ressalta o crescimento da reciclagem, embora a concentração da destinação/tratamento adequado do lixo esteja concentrado nas regiões Sudeste e Sul. “O Nordeste tem o pior desempenho em relação à reciclagem no País”, afirma.

Outro avanço apontado na pesquisa é o do consumo consciente, incluindo mudanças em grandes redes de supermercados, que já disponibilizam produtos orgânicos, por exemplo.

Tamaio alerta, no entanto, que não adianta apagar a luz, desligar a torneira se não for considerado o aspecto coletivo e, para isso, a macro-estrutura do governo é fundamental: “É preciso também que o indivíduo questione se na sua cidade tem ciclovia, que destino é dado ao lixo, como é o transporte público, se o governo estimula o consumo de produtos da agricultura familiar. É importante pensar em políticas públicas. O governo só vai se posicionar se o consumidor exigir”, afirma.

O Brasil está numa encruzilhada ambiental e muitas vezes atribuímos, paradoxalmente, à coletividade, uma responsabilidade que não adotamos para as nossas vidas.

Mais informações:
www.wwf.org.br/pegadaecologica
www.pegadaecologica.org.br
www.footprintnetwork.org
www.myfootprint.org

FIQUE POR DENTRO
Pegadinha também para o Poder público

Verifique se o município onde você mora faz tratamento adequado dos resíduos sólidos (lixo) e líquidos (esgoto). Em caso negativo, vale mobilizar a comunidade para exigir a aplicação de uma gestão ambiental adequada às necessidades locais, incluindo a coleta seletiva.

Você pode incentivar o poder público a promover campanhas educativas em relação ao uso consciente dos recursos naturais e pode demandar que o sistema de transporte público seja melhor e mais eficiente.

Pesquise os rios, córregos e lagos formadores da bacia hidrográfica que abastece a sua cidade. Fique atento ao fato de que as áreas de mananciais (produtoras de água) precisam ser conservadas para que a água chegue à sua e às demais torneiras em qualidade e quantidade adequadas.

Fonte: Pegada Ecológica: que marcas queremos deixar no planeta?

Maristela Crispim
Repórter

terça-feira, 7 de abril de 2009

A3P chega ao município de Cruz

Sexta-feira passada (27), na cidade de Cruz, ocorreu o 1o Fórum de Fortalecimento do Programa A3P (Agenda Ambiental na Administração Pública), na sede da prefeitura, quando foram apresentadas as ações exitosas deste município em relação à conscientização dos servidores públicos municipais acerca do uso racional dos recursos naturais, nas repartições públicas do município. O Programa, idealizado pelo Ministério do Meio Ambiente, está sendo implementado no Ceará através do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) e começou a ser implementado, nesta cidade, no último dia 28 de outubro, por ocasião do Dia do Servidor. Servidores das cidades de Morrinhos, Bela Cruz, Jijoca, Marco, Acaraú, Itarema e Santana do Acaraú, também participaram do que se denominou de Fórum Ambiental do Baixo do Acaraú.

Coube ao secretário de Meio Ambiente de Cruz, José Bezerra, abrir o encontro quando ressaltou a importância da parceria do Conpam na implantação do programa. Expôs as ações desenvolvidas pela secretaria no trabalho de sensibilização dos servidores. Frisou ainda que as campanhas de educação ambiental foram executadas nas secretarias municipais, na procuradoria e no gabinete do prefeito, com a distribuição de copos plásticos em substituição aos descartáveis e lixeiras para a coleta seletiva do lixo. Por fim revelou que cinco meses de implantação do programa, o Hospital Municipal conseguiu reduzir o consumo de água de 378 m3 para 58m3, ou seja, uma redução superior a 600%.

Conpam
A coordenadora de Educação Ambiental do Conpam, Rita Bezerra, responsável pela implantação do programa nos municípios do interior do Estado, ao usar da palavra, parabenizou o município de Cruz pelo desempenho ambiental e apresentou os objetivos da A3P, que vão desde o acondicionamento adequado dos resíduos sólidos até a qualidade de vida dos servidores que trabalham nos diferentes órgãos da administração pública. “Uma vez satisfeitos com as condições de trabalho, todos poderão contribuir para o sucesso do Programa”, declarou ela.

A Agenda Ambiental na Administração Pública começou a ser executada no Ceará a partir de 1999, com o intuito de minimizar os impactos ambientais causados pelos órgãos públicos nas jornadas de trabalho, já que estes são responsáveis pelo maior consumo de recursos naturais no Brasil. O Programa, que já recebeu vários prêmios nacionais, inclusive o da Unesco, em 2002, trabalha não só a questão ambiental bem como o resgate da cidadania dos servidores, através do código de ética do servidor público e dos princípios de segurança do trabalho e de equidade.

Outros encontros ainda estão previstos no interior do Estado, dentro de uma agenda onde serão contempladas todas as regiões administrativas, envolvendo, a maioria dos municípios cearenses.


FONTE: Jornal do Estado

http://www.oestadoce.com.br/index.php?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=18&noticiaID=10667

terça-feira, 10 de março de 2009

Projeto Escola Verde

A Secretaria do Meio Ambiente em parceria com a Secretaria de Educação, desenvolveu o projeto de arborização Escola Verde que tem como objetivo principal realizar o plantio de mudas nativas nas escolas e comunidades do município. No primeiro momento serão atendidas as escolas que se encontram em comunidades que recebem o nome de plantas tendo como finalidade resgatar o valor cultural e sócio ambiental local. No segundo momento serão atendidas as demais escolas municipais.
A Superintendência Estadual do Meio Ambiente – SEMACE é uma grande parceira nossa, irá nos fornecer as mudas e suporte técnico no plantio.
A Educadora Ambiental Maria José de Farias, acompanhada do Técnico em Meio Ambiente Carlos Henrique Freitas e da Coordenadora Ambiental Maria Socorro Vasconcelos, realizaram a visita técnica nas dez escolas correspondentes a primeira etapa do projeto onde foram definidos o local de plantio e a quantidade de mudas a serem plantadas.
Na próxima sexta-feira dia 13 de março ocorrerá no auditório da Secretaria de Educação uma reunião entre coordenadores ambientais das escolas, será apresentado novamente o projeto e definido uma estratégia de aplicação e também planejaremos a semana da árvore, que ocorrerá nos dias 30 de março a 03 de abril.
Todas as informações referentes ao desenvolvimento, noticias e aplicação do projeto serão publicadas aqui no nosso Blog.

Atenciosamente

Equipe SEMEIA

Ouvidoria Ambiental

A Secretaria do Meio Ambiente do Municipio de Cruz, disponibiliza o serviço de Ouvidoria Ambiental, onde recebemos sugestões, críticas, elogios e denuncias.
O Blog é o portal on line de comunicação entre você e nossa Secretaria!

Entre em contato também através do:
Tel: 3660-1277
MSN: meioambiente@cruz.ce.gov.br

Disque Denúncia SEMACE - 0800 275 2233



Equipe SEMEIA

sexta-feira, 6 de março de 2009

Repasse do ICMS já tem critérios socioambientais no Estado do Ceará

Enquanto outros 11 Estados implantaram o ICMS Ecológico, o Ceará implantou o ICMS Socioambiental

Lei de 2007 e Decreto de 2008 já permitem que o Governo do Ceará adote critérios socioambientais no repasse dos recursos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos municípios. Na repartição, ficam 18% pelo Índice Municipal de Qualidade Educacional (IQE); 5% pelo Índice Municipal de Qualidade da Saúde (IQS); e 2% pelo Índice Municipal de Qualidade do Meio Ambiente (IQM).

O deputado federal Lula Moraes, que acompanhou de perto a tramitação na Assembléia Legislativa, explica que, antes da adoção desses critérios, os 25% eram distribuídos por critério populacional.

O Decreto Nº29.306/2008 permite incluir, a partir de 2012, indicadores do Programa Município Selo Verde (PSMV) para o cálculo do IQM (ano-base do Selo 2010). Até lá, vale a existência do Sistema de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos aprovado pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam)/Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Em 2008, foi aceito, excepcionalmente, o Plano de Gerenciamento Integrado dos Resíduos Sólidos Urbanos (PGIRSU), aprovado pelo Conpam/Semace.

“A nossa luta é para que seja considerado o Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA), a partir do Programa Selo Município Verde, como base para o cálculo do ICMS a ser distribuído aos municípios”, afirma Wilca Barbosa Hempel, bióloga e economista, que, em sua dissertação de mestrado (2006), já defendia a idéia, citada em seu livro “ICMS Ecológico: incentivo ao crescimento econômico com sustentabilidade ambiental”, publicado em 2007.

“Da mesma forma como existe o Índice de Desempenho Municipal (IDM), que classifica os municípios segundo suas capacidades econômicas, sociais e organizacionais, espera-se que o IDA, o IGA e o IMA juntos possam vir a classificar os municípios segundo suas ações ambientais, através de um possível Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA)”, afirma.

Fizeram parte do Movimento pelo ICMS Ecológico Wilca; Rodrigo Castro, biólogo com especialização em Desenvolvimento Comunitário e mestrado em Estudos do Desenvolvimento e secretário executivo da Associação Caatinga; Marcela Girão, Bióloga com especialização em Educação Ambiental e mestrado em Engenharia Ambiental e coordenadora de Projetos da Associação Caatinga; e Nájila Cabral, arquiteta com doutorado em Ciências da Engenharia Ambiental, professora Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETCE) e membro da Comissão Técnica e do Comitê Gestor do Programa Selo Município Verde (2003-2007).

Sustentabilidade Ambiental

Juntos, os especialistas publicaram o artigo “Índice de Sustentabilidade Ambiental: um instrumento de redistribuição de incentivos econômicos para a conservação ambiental nos municípios do Ceará”. O trabalho propõe a criação do ISA pela unificação do conjunto de índices produzidos pelo Programa Selo Município Verde.

O índice é recomendado como critério base para a repartição do ICMS Ecológico: “A adoção do ISA possibilitaria a democratização na participação dos municípios e também na repartição do incentivo ambiental a ser gerado pelo ICMS Ecológico. O incremento na arrecadação seria fruto do esforço e desempenho ambiental de cada município”.

PARANÁ FOI PIONEIRO
Prefeituras já receberam R$ 487 milhões

A expressão já popularizada ICMS Ecológico indica uma maior destinação de parcela do ICMS aos municípios em razão da adequação a níveis legalmente estabelecidos de preservação ambiental e de melhoria da qualidade de vida, observados limites constitucionais de distribuição de receitas tributárias e critérios técnicos definidos em lei.

Criado pioneiramente no Paraná, em 1991, o ICMS Ecológico já foi adotado em mais 11 Estados brasileiros. Cerca de R$ 487 milhões foram repassados a 133 municípios paranaenses que mantêm mananciais de abastecimento público e Unidades de Conservação preservados desde 2003 através da Lei do ICMS Ecológico. Apenas em 2008, as prefeituras receberam R$ 120 milhões graças à Lei, que prevê o repasse de 5% do total arrecadado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) à conservação ambiental. Desde a criação da Lei os repasses chegam a R$ 80 bi.

Segundo o engenheiro agrônomo Wilson Loureiro, doutor em Economia e Política Florestal e profissional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o ICMS Ecológico tem representado um avanço na busca de um modelo de gestão ambiental compartilhada entre os Estados e municípios no Brasil, com reflexos objetivos em vários temas, em especial a conservação da biodiversidade, através da busca da conservação “in-situ”, materializada pelas unidades de conservação e outros espaços protegidos.

Segundo Wilson, ele trata da utilização de uma possibilidade aberta pelo artigo 158 da Constituição, que permite aos Estados definir, em legislação específica, parte dos critérios para o repasse de recursos do ICMS que os municípios têm direito. Neste caso a denominação ICMS Ecológico faz jus à utilização de critérios ambientais. “O ICMS Ecológico tinha tudo para se transformar em ferramenta estéril, acrítica para o repasse dos recursos, mas felizmente tem sido instrumento de compensação, incentivo e contribuição à conservação ambiental”, explica.

Maristela Crispim
Repórter

Projeto Oficina de Papel Reciclado

O Projeto visa trabalhar a educação ambiental nas escolas através da reciclagem de papel. Tem como idealizadores o Gestor Ambiental Ricardo Leite e o Técnico Ambiental Carlos Henrique. Nossa primeira experiência na aplicação do projeto foi em outubro de 2008 na escola Municipal CEB Maria Pereira Brandão. Os resultados alcançados foram muito positivos, e neste ano decidimos expandir a Oficina para as demais escolas municipais.

A estratégia que adotamos para a expansão da Oficina foi elaborar um curso de capacitação, onde os coordenadores pedagógicos e professores de artes apreendessem a técnica de reciclar papel e posteriormente aplicassem os conhecimento adquiridos em suas escolas.
Realizamos o curso no periodo de 03/03 a 05/03 de 2009 no espaço Projovem, ao todo participaram vinte e uma pessoas. Este momento foi dividido em três etapas:

1º Introdução
Foi apresentado o Projeto e o relatório com os resultados alcançados na primeira experiência, seguidos de uma explicação teórica dos processos da produção de papel reciclado. A etapa foi encerrada com os alunos iniciando a primeira etapa da reciclagem, picotar o papel e deixar de molho por 24h.




2º Desenvolvimento
Ricardo Leite realizou a demonstração prática da produção de folhas de papel reciclado. Após a demonstração os alunos iniciaram a produção do papel.









3º Conclusão
Foi apresentado um video com todas as etapas do processo da reciclagem do papel, afim de fixar os conhecimentos adquiridos durante o curso. Abrimos um momento para discussões e para esclarecimento de dúvidas. Contamos com a presença do Secretario do Meio Ambiente Sr. José Bezerra de Sousa júnior que nos relatou como esta sendo trabalhada a Politica Municipal do Meio ambiente. Participou também o Secretario de Educação Sr. Raimundo Otávio que firmou um apoio na compra do material e na execução do projeto nas escolas municipais. Infelizmente não foi possivel realizar a entrega do papel produzido para os alunos, por condições climáticas as folhas não secaram. Realizamos a entrega de um Certificado simbólico impresso em papel reciclado a um dos participantes. A Educadora Ambiental da Equipe SEMEIA Maria José de Farias se prontificou a organizar um momento com os participantes do curso para elaboração de uma metodologia e de um cronograma de execução do Projeto, aproveitaremos este momento para a entrega das folhas recicladas, do material didático e do Certificado.







Gostaria de registrar nossos agradecimentos ao Secretario de Educação Sr Raimundo Otávio, ao Secretario de Ação Social Sr. Edilson Vantas por nos ceder o espaço Projovem e nos fornecer o Lanche, a Responsável pelo Projovem Sra. Socorro Aila por nos receber de forma cativa e prestativa, aos participantes da capacitação e a todos aqueles que colaboraram de forma direta ou indireta para a realização deste Curso.


Carlos Henrique Freitas
Técnico em Meio Ambiente
Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Cruz